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Sábado, 17 Junho 2017

Segurança na trilha: O básico do básico

Postado em Colunas

Lucas Sampaio, jipeiro de Fortaleza (CE), aborda aspectos importantes para quem quer começar no 4x4

Decidiu encarar uma trilha pela primeira vez? Além de fazer um bom curso teórico e prático, vale acompanhar dez dicas baseadas em noções da piloto Helena Deyama, que participou dez vezes do Rali dos Sertões.

1. Escolha da tração: evite rodar no asfalto seco com tração 4×4 engatada, para evitar desgaste do conjunto. Em percursos com erosão, use a 4×4 normal e modere a aceleração para superar obstáculos (tronco, pedras). Em terreno muito acidentado, de baixa velocidade, o ideal é engatar a reduzida. O bloqueio do diferencial servirá para recuperar a aderência caso uma das rodas de tração gire em falso.

2. Lamaçal: o melhor é parar o veículo e inspecionar o local, medindo a profundidade com um pedaço de madeira. Com nível até o miolo da roda, engate a reduzida, escolha uma marcha de força (como a 2ª) e mantenha aceleração constante, sem parar o carro ou forçar o motor. O melhor caminho é o que já foi trilhado, mas cuidado com madeira ou pedras utilizadas por outros motoristas. Se a lama ultrapassar o miolo da roda, o risco passa a ser muito alto.

3. Subidas: nas mais íngremes (mais de 20º), com piso degradado, arenoso ou enlameado, é melhor se valer da reduzida e manter a aceleração, sem usar muito a embreagem ou trocar marchas com frequência. E sem esterçar demais o volante, o que pode causar uma capotagem

4. Descidas: como nas subidas, encare de frente, sem virar o volante nem tentar a superação diagonal. Em trechos íngremes, o melhor é engatar uma marcha baixa e utilizar o freio-motor. Ou até uma reduzida.

5. Atenção aos ângulos de entrada, de saída e do vão central. Em trechos muito ruins, saia do carro e estime o ângulo da rampa ou de uma pedra antes de se aventurar. Atenção também ao ângulo de inclinação lateral, que nunca deve ser superior a 45º. Ao atravessar um trecho inclinado lateralmente, nunca jogue a direção para cima, pois o veículo tenderá a capotar.

6. Trechos perigosos: na travessia de trilhas estreitas ou pontes precárias, é recomendável que um acompanhante desça do carro e oriente o motorista.

7. Mantenha distância: ter um bom espaço entre o seu veículo e o que vai à frente é uma necessidade ainda maior no off-road, principalmente em comboios. Os espaços de frenagem e a possibilidade de perda de controle são maiores nessas situações. Ao mesmo tempo, vale a recomendação de jamais fazer off-road sozinho. Em grupo, o veículo atolado pode ser resgatado e, na pior das hipóteses, todos vão em um só carro.

8. Pressão dos pneus: pode ser alterada de acordo com o terreno. Em areia ou lamaçais, deve ser 20% menor do que o recomendado no manual, aumentando a superfície de contato do pneu. Em trechos com pedras ou rochas, é melhor colocar 20% a mais, para tornar o pneu mais resistente a choques.

9. Mãos no volante: as mãos devem ficar na parte superior do aro (posição chamada de dez para as duas, como na área assinalada da imagem) e os polegares sempre para fora do aro. Caso o veículo caia em um buraco ou numa ‘costela de vaca’, as rodas esterçarão involuntariamente e a direção dará um golpe. Com os dedos dentro do aro, o resultado será bem doloroso.

10. Água: verifique a profundidade do trecho a ser atravessado. É melhor descer e ter certeza do que se arriscar e naufragar. Ao atravessar, mantenha aceleração constante, sem trocar marchas. Do contrário, a água pode entrar pelo escapamento ou entrada de ar do motor e causar o chamado calço hidráulico.

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