Sexta, 02 Junho 2017

Capítulo 2: Dividir o Jalapão entre as cidades

Capítulo 2: Dividir o Jalapão entre as cidades

Nossa expedição ao Jalapão, no Tocantins, durou dez dias, tempo suficiente para conhecer todas as principais atrações desse paraíso repleto de belezas naturais e off road. Recomendamos adotar a mesma estratégia que utilizamos na montagem do roteiro e que foi colocada em prática: dividir os dias da expedição entre as três cidades onde estão concetradas as atrações e os passeios: Mateiros, São Félix e Ponte Alta. 

Quem vai ao Jalapão do sul do país ou de Palmas costuma ficar em Ponte Alta e de lá explorar a região. Já quem parte da Bahia, nosso caso, costuma utilizar como base a cidade de Mateiros e, de lá, explorar os atrativos. Nós optamos, e isso deu muito certo, assegurar hospedagem nas três cidades. Assim, aproveitamos os passeios com calma e de forma tranquila, sem rodar muitos quilômetros por dia. Lembro que, no nosso caso, do Jalapão ainda esticamos a expedição até a Chapada das Mesas, no Maranhão. 

Em Mateiros, ficamos três dias e duas noites. Saimos de Salvador cedo e rodamos até Barreiras, no oeste baiano (870 km). Dormimos em Barreiras e, no dia seguinte bem cedo, partimos em direção à Mateiros. É importante sair cedo de Barreiras, principalmente se é a primeira viagem ao Jalapão, pois o trecho longo sem asfalto é pouco sinalizado (vamos tratar disso no próximo texto). A distância entre as duas cidades é de aproximadamente 370km, com duração de cerca de seis horas. Com chuva, a viagem se torna mais demorada e complicada, com lama e poças grandes. Fomos em setembro de 2016 e não pegamos chuva.

Chegamos em Mateiros por volta das 15h e ainda deu tempo, após comer alguma coisa (lanche, pois não havia mais local para almoçar aberto), de contemplar o pôr do sol nas dunas que ficam a pouco mais de uma hora da cidade. Há um trecho off road em que é preciso ligar a tração para chegar na área das dunas (falaremos mais sobre isso quando destacarmos as atrações próximas à Mateiros).

No terceiro dia em Mateiros, pegamos a estrada até São Félix do Tocantins, num trecho de 80 quilômetros feito em duas horas. Tudo sem asfalto e com muitas costelas de vaca. No caminho, passamos por atrações que ficam na metade do caminho ou já próximas a São Félix, como o Fervedouro do Ceiça. Vale lembrar, no entanto, que, ao contrário de Mateiros e Ponte Alta, essa segunda cidade não oferece boas pousadas. As hospedagens são bem simples. Ficamos em uma na qual o café da manhã era na cozinha da simples residência do proprietário. Falaremos sobre as hospedagens em outro texto.

Em São Félix ficamos dois dias e uma noite. De lá partimos para a cidade de Ponte Alta, a mais urbanizada do Jalapão.  Pegamos um caminho alternativo para não precisar retornar a Mateiros, utilizando o mesmo percurso do Rally dos Sertões, por dentro de fazendas e até de um quilombo (falaremos sobre essa trilha mais tarde). Utilizamos a mesma estratégia: aproveitamos o percurso para conhecer atrações que estavam no caminho, como a Cachoeira das Velhas. 

Em Ponte Alta ficamos três noites e dois dias. Foi lá que começamos a utilizar guias para conhecer algumas das cachoeiras mais afastadas. Belíssimas cachoeiras por sinal. E, dessa forma, com essa divisão do roteiro entre as cidades, aproveitamos bem esse lugar fantástico chamado Jalapão. 

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