Sexta, 25 Novembro 2016

Jipeiros quase náufragos em expedição ao Serinhaém

Postado em Na Trilha

Título sensacionalista para a resenha da primeira parte da expedição Paraíso Perdido 2.0

Jipeiros quase náufragos em expedição ao Serinhaém

O site Expedição 4x4 levou um grupo de jipeiros à Barra do Serinhaém na primeira parte da expedição Paraíso Perdido 2.0, que também esteve na Península de Maraú, outro lugar inesquecível da Costa do Dendê, na Bahia. Nesse primeiro trecho, participaram da aventura Leão Lobo, Tigresa, Governador, Grillo, Roda Presa, Cabra e Suruba (estes dois últimos novatos que receberam os apelidos na trilha). Praticamente todos com suas respectivas famílias ou acompanhantes. O que essa turma não esperava era quase naufragar em águas nada amistosas em um passeio de barco. Confira no vídeo abaixo um resumo dos momentos alegres e agonizantes. Clique aqui para conferir as fotos dessa parte da aventura. 

serinhaem4Momento da trilha noturna entre o Pratigi e Barra do Serinhaém

Os expedicionários saíram de Salvador na tarde do último dia 11 e rodaram cerca de 320 quilômetros até a praia de Pratigi. Tudo pela estrada, evitando o ferry. Houve uma parada em Taperoá para encontrar Cabra, dono de uma Tracker abusada que reside em Camamu e está estreando no off road, e Zezinho, parceiro fundamental nos passeios até o Serinhaém e que conhece bem toda região. O trecho entre a rodovia e Pratigi está repleto de buracos, é bom que se diga, e a trilha de 16 quilômetros pela mata até a barra foi noturna e bem agradável. Como não choveu na região, estava bem seco, mas a paisagem compensa a falta de obstáculos aquáticos que são a marca dessa trilha. O único momento que deu um pouco mais de trabalho foi a necessidade de reforçar uma pequena passagem de madeira por cima de um pequeno córrego.

serinhaem3Parte da turma no "churras" que durou até às 4 da madrugada

Na chegada à Barra do Serinhaém, por volta das 22h, a turma ainda fez um churrasco em uma barraca na beira da praia, próxima ao campo de futebol. O "churras" foi comandado por Tigresa, dono de um Vitarinha, mas o destaque foi os pedaços suculentos de picanha levados por Roda Presa, proprietário de uma S10, e a pinga de Zezinho. Foi nesse momento que Cabra e Suruba, este dono de uma Ranger novinha que queria ir até a vila pela praia para não arranhar a viatura na mata, ganharam os apelidos (o primeiro por causa da barbicha e o segundo porque adora dormir em bando). 

A hospedagem foi na pousada Portal Serinhaém. Governador, dono de uma Xterra que já lascou a Amazônia em banda, dormiu na barraca de teto com sua "Nega" pois esqueceu de pegar a chave do quarto antes de ir ao "churras". Na baixa estação turística, que é quase o ano inteiro, o estabelecimento oferece diárias a partir de R$120 para o casal, com estacionamento na frente, supermercado e local que vende gelo ao lado. No total, Serinhaém, uma vila que vive basicamente da pesca, conta com cinco pousadas, e o movimento é maior na época do Carnaval, São João e entre dezembro e janeiro, quando acontece, a cada dois anos, em Pratigi, a festa de música eletrônica Universo Paralelo. O movimento só não é maior pela dificuldade de acesso à vila: pela trilha, sendo que quando chove só passa carro 4x4 equipado com Snorkel, ou pela praia, mas só na maré baixa (a areia parece asfalto).  

serinhaem5Barra do Serinhaém: dificuldade de acesso é um dos atrativos para os jipeiros

Passeio de barco - No dia seguinte, os jipeiros curtiram um passeio de barco até as ilhas da Pedra Furada e do Goió, já na Península de Maraú. O passeio no barco de Dário, que faz transporte escolar no dia a dia, custou R$450. A Ilha do Goió é ideal para o banho, com seu mar calmo. Entretanto, até chegar à Pedra Furada, nada de calmaria. O mar estava agitado e fez a embarcação balançar bastante, provocando sustos e gritinhos por parte de alguns, como Grilo. Roda Presa foi o primeiro a pegar o colete salva-vidas, registre-se. "Aqui não afunda não", garantia Dario, referindo-se ao seu "Fé em Bom Jesus", nome da embarcação. Mas só quem estava 100% calmo era o cachoro de Cabra, chamado Zé.  

cardapiomessiasCardápio do restaurante do Messias na Barra do Serinhaém

O passeio de barco, do qual Suruba não participou por estar bêbado, teve início às 10h e terminou quase às 15h, quando aconteceu o almoço no bar e restaurante Pôr do Sol, próximo ao atracadouro. É o restaurante de Messias, cozinheiro de mão cheia (veja o cardápio acima com os preços). Não deixe de experimentar os caldos enquanto espera o almoço. Tudo delicioso. 

O retorno para Pratigi foi pela praia, na maré baixa, por volta das 17h30 do dia 12, um sábado. Como dito antes, parece asfalto, e nem é necessário ligar o 4x4 na maior parte dos trechos. Antes, teve parada para fotos e Suruba, que na vida real é fotógrafo profissional, um dos melhores da boa terra, colocou o drone no céu para algumas imagens aéreas. O detalhe é que essas imagens aéreas se perderam no espaço e nunca foram disponibilizadas por problemas técnicos. 

serinhaem6Xterra de Governador posando no Serinhaém

Os expedicionários, com exceção de Suruba, que ficou no Serinhaém, partiram então para Barra Grande, na Península de Maraú. Mas essa é outra história que vamos contar depois na segunda parte da resenha da expedição Paraíso Perdido 2.0. Aguardem!

PÍLULAS RESENHÁTICAS

# No passeio de barco que quase terminou em naufrágio, Grillo, dono de um Troller todo equipado, obrigou o comandante Dario a desviar o roteiro para tomar uma pinga no Campinho. Atrasou o almoço de todo mundo!

# Despertou ciúmes em "Nêga" e a curiosidade de todos o fato de Leão Lobo, dono da Hilux Sw4 2001, desejar ver Governador armando a barraca. 

# Por falar em Leão Lobo, o cara se picou na frente de todo mundo na hora de partir para Barra Grande. O motivo: medo de tomar bronca de Dona Leoa, que esperava na rodoviária de Ituberá. Não viu nem os buracos. 

# A mulher de Suruba até hoje tenta descobrir a razão do apelido.

# E por falar em Suruba, até hoje a turma quer saber onde estão os dez quilos de carne que ficaram no Serinhaém. Roda Presa defende a realização de uma CPI para apurar o fato.  

SERVIÇO

Pousada Portal do Serinhaém
Hospedagem aconchegante. Quartos com frigobar, ar-condicionado e televisão. Banheiro bacana. Preço médio da diária: R$120. Telefone:  (73) 32567007

Restaurante Pôr do Sol
Não deixe de comer no restaurante comandado por Messias há cerca de dez anos. O ideal é agendar o almoço antes dos passeios. Mariscos frescos. Telefone: (71) 993100424; (71) 981482460.

Barco do Dario
A dica para passear de barco. O preço da embarcação para até 25 pessoas custa entre R$450 e R$500. Telefone: (73) 981490787; (73) 998321783.

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