Sexta, 16 Junho 2017

Mesmo faltando lama, Trilha da Laranja 2017 atrai mais de 120 jipeiros

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Mesmo faltando lama, Trilha da Laranja 2017 atrai mais de 120 jipeiros

Não teve a costumeira lama pesada que todos aguardavam ansiosos, afinal São Pedro não ajudou nos dias que antecederam à realização do evento. Mas a Trilha da Laranja 2017, que aconteceu no último final de semana em Alagoinhas, a 120 quilômetros de Salvador, foi considerada um sucesso por participantes e pela organização, a cargo dos dois clubes locais: o Alagoinhas Off Road e o Alagoinhas Jeep Clube. Clique aqui para ver fotos do evento. Clique abaixo para ver um filme da trilha feito pela Moviedrone de Aracaju.

10 06 2017 Trilha da Laranja Foto Jefferson Peixoto 859

Mais de 120 viaturas estiveram presentes no evento, com jipeiros de Alagoinhas, claro, e de diversas cidades, principalmente Salvador e Feira de Santana. Em número de participantes e desempenho na brincadeira, destaque para a presença da turma do Free Road 4x4 e de outros grupos da capital, como o Clube do Tracker, Terrible e Coligação 4x4. De Feira, a turma do Sertão Off Road participou em peso da Laranja, já aquecendo os motores para a Trilha do Sertão, a ser realizada entre 14 e 16 de julho (inscrições já esgotadas).

Tudo começou na sexta-feira passada (09), com a recepção na churrascaria Baita Tchê Grill. Algumas personalidades foram homenageadas pelos dois clubes locais com o título de “amigos do off road” de Alagoinhas, a exemplo do presidente do Free Road, Urubu. O site Expedição 4x4 e a coluna Boletim 4x4 também foram homenageados pelos presidentes do Alagoinhas Off Road, Sidney Costa, e do Alagoinhas Jeep Clube, Paulo Z.

10 06 2017 Trilha da Laranja Foto Jefferson Peixoto 1242Resenha – A Trilha da Laranja foi realizada mais uma vez na zona rural dos municípios de Aramari (início) e Pedrão (final), bem próximos a Alagoinhas. Com apoio das polícias Federal e Militar, o comboio saiu do posto Larco de Alagoinhas por volta das 9h de sábado (10), cruzando o centro da cidade até pegar a estrada em direção à Aramari. Antes, na concentração no posto, as viaturas foram divididas de acordo com as duas modalidades de trilha: a dos brutos (mais pesada) e as dos “bambys” (mais leve). Foi o começo da resenha.

A maior parte dos jipeiros (cerca de 80%) se inscreveram para a versão mais pesada da Laranja. Só que, este ano, sem a ajuda de São Pedro, a trilha não apresentou grandes dificuldades. Isso porque não choveu nos dias anteriores ao evento. Em edições passadas, com o solo massapé encharcado, viaturas chegaram a ficar “grudadas” no chão e houve casos de jipes que só puderam ser resgatados até três dias depois pelo trator. 

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O “Inferninho”, por exemplo, primeiro ponto de lama após a descida da erosão que abre a trilha pesada, estava light. Praticamente todas as viaturas com pneus lameiros, de diversos modelos e níveis de preparação, passaram sem dificuldades. Em tempos de chuva, esse trecho, tido como um dos mais difíceis, muitas vezes nem é concluído. Trata-se de um corredor de lama com descidas e subidas escorregadias onde um trator costuma ser estrategicamente posicionado com um cabo de aço para casos de emergência, sobretudo quando o massapé trava as rodas de uma viatura, tornando inviável o resgate por outro jipe.

Gaiolas e poças – Nascida de um fusca, até a gaiola 4x2 de Bola, do Taboca Off Road, clube de Pojuca, passou pelo Inferninho sem atolar. E olha que muita gente olhou desconfiada e duvidou que a viatura pudesse superar a trilha pesada. Pois, em alguns obstáculos, ela passou por onde um ou outro Troller ficou. A gaiola enfrentou mais dificuldades e quase ficou sem embreagem ao tentar vencer a travessia do último rio, quando precisou ser puxada pela filha de Coxim, a aprendiz de jipeira Lana.

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Quem também passou por dificuldades nessa travessia foi Macaco, outro membro do Taboca Off Road, que foi muito bem ao longo da trilha mas viu a água entrar pelas portas dianteiras da Tracker nesse trecho, sendo puxado a tempo de evitar uma inundação. E olha que, geralmente, essa passagem é bem mais profunda, com água acima da porta das viaturas, bem como outras áreas da trilha que estavam secas, porém com trechos recheados de lama onde os jipeiros usaram e abusaram das brincadeiras e das atolagens.

A gaiola V8 de Bebê Urso, claro, foi outra atração da Trilha da Laranja, superando sem dificuldades trechos com lama, água e erosões, se divertindo ainda ao subir nos morros repletos de capim. Alguns Willys preparados também fizeram bonito ao enfrentar e superar os obstáculos, assim como os Trollers e Wranglers bem equipados, com seus pneus grandes e motores potentes. Isso sem falar no Troller-conceito de CJ atraindo todos os olhares.  

O primeiro comboio chegou ao Bar de Ziginal, já em Pedrão, próximo à BR-101, por volta das 14h30. A trilha estava tão tranquila, quando comparada a edições passadas em que teve viatura que só saiu da lama na terça-feira seguinte, que alguns, a exemplo de Faca Cega, cogitaram voltar para Aramari pelo mesmo trajeto, no sentindo inverso. No total, houve pelo menos três quebras por falta de tração, mas todos saíram da trilha em paz e segurança. O último comboio, por pura diversão, só chegou a Alagoinhas por volta das 22h. Foi a turma que fez questão de ficar por último para se divertir mais, comer churrasco e feijoada. 

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